Visualizações

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O Natal está à porta ! Recordações

Duas fotos.

Os "velhos cartões de Boas Festas" . Sempre davam para um maior estreitamento das relações nesta altura do ano, com os familiares e amigos.

Os Almoços ou Jantares de Natal, sempre serviam para juntar ainda um pouco mais todos os que, emboram passando dias, semanas e meses, muitos meses juntos, poderiam começar a ficar um pouco afastados.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A foto com o crocodilo

A pele terá servido para uns sapatos e umas malas de senhora.
O "bicharoco", que não era nada pequeno, serviu para umas tantas dezenas de fotos.
Aqui fica mais uma recordação.
Obs.: Um destes dias, sobre um tema de caça ao crocodilo, vou-vos contar uma pequena história passada exactamente no dia em que o novo furriel foto-cine, (o que substituiu o furriel Messias, que por lá tinha ficado esquecido) chegou a Zau Évua - o Octávio Amaral

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Listagem de moradas dos nossos companheiros

Vamos fazer um esforço no sentido de actualizar a listagem de moradas que se encontra no blog das moradas do BCAC2877.
Ainda não sabemos comos lá iremos colocar as moradas.
Será em principio por ordem alfabética, se o conseguirmos.
Tentar está na nossa mão e é fácil, conseguir, por vezes é um pouco mais dificil, pois para transferir alguns tipos de ficheiros para o Blog, estes nem sempre saem "direitos".
Contudo vamos tentar.
Pedimos a quem nos leia e que repare em alguma anomalia, que faça o favor de nos a indicar, para a suprimir ou rectificar.
Entretanto, vamos publicando mais umas fotos do baú das recordações

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Monumento aos mortos da guerra nas colónias

Torre de Belem - daqui se descobriram os mares nunca antes navegados
Monumento em grande plano
Ao fundo no centro do monumento a chama
Ao fundo o painel em marmores com o nome de todos os mortos em combate
Outra vista do monumento

Uma passagem descontraida por Belém, aviva a memória de todos nós acerca de quantos, e foram muitos, os que deram a vida na guerra das colónias.

A desgraça, o sofrimento que passou a pairar para sempre nos mais profundos sentimentos do seus familiares, não se apagam com estes monumentos.

Estes servem afinal, para fazer lembrar a todos os vindouros o significado, a finalidade, o desfecho da Guerra.

domingo, 18 de novembro de 2007

Descontração do pessoal da Secretaria

Aqui fica mais uma foto que demonstra os momentos de deconstração ao redor da "mesa".
A "mobilia", como se vê pela amostra, foi importada directamente da "capital do móvel" e resultou dos últimos modelos que foram produzidos.


OBS: Continuamos à espera de colaboração "literária", através de comentários, mensagens ou por quaqluer outro meio que nos queiram fazer chegar os "escritos". Ou será que o reumático do tipo preguiçoso, já afectou grande parte dos nossos companheiros ?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Os bananas

Por todas as “guerras”, temos sempre ouvido histórias engraçadas, dignas de registo nos melhores manuais de anedotas.
Na nossa guerra de África, muitas foram os casos que originaram situações caricatas.
No inicio da comissão, nos primeiros tempos, logo após a chegada ao “mato”, quando da nossa idas à caça, havia sempre a indicação de levarmos um rádio.
Rádio que serviria para o contacto com o quartel em caso de uma qualquer necessidade.
Ao tempo ainda existiam os ANGRC9 (salvo erro, este o seu nome), ainda do tempo da 2ª guerra mundial. Pesados e muito difíceis de transportar, em especial para situações de nomadização a pé, como era o caso das caçadas. Já existiam os “Racal”, rádios sul-africanos muito mais leves e maneirinhos, que serviriam para o efeito. Mas, também não havia muitos e alguns avariavam com facilidade.
A solução seria a de levar uns rádios mais pequenos, os “bananas”, assim chamados, quer pelo seu feitio curvo e pela própria cor, a da banana enquanto verde.
Mas, sendo leves, o que seria óptimo para o transporte, pois eram facilmente transportáveis, tinham um grande defeito. A uma muito curta distância do quartel, assim que um pequeno declive, “escondia” o aquartelamento, o pequeno e portátil rádio, apenas serviria de arma de arremesso, pois perdia a sua capacidade de emissão e recepção.
No fim, para as caçadas na periferia do quartel, sem qualquer rádio, foi a solução.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sintomas de stress pós-traumático podem surgir 30 anos depois!!!

Os sintomas de stress pós-traumático entre os antigos combatentes revelam-se, em alguns casos, apenas 30 anos depois dos conflitos armados, despoletados por cenas de guerra ou som de helicópteros ou metralhadoras - conclui um estudo.
O estudo da médica do Hospital Militar de Coimbra Luísa Sales, apresentado no âmbito do Congresso Nacional de Psiquiatria e Saúde Mental, mostra que, «em determinados indivíduos os sintomas revelaram-se no decorrer do cumprimento do serviço militar, mas registaram-se também manifestações 30 anos depois».
«Do grupo de factores que estão na origem do aparecimento tardio de sintomas destacam-se as cenas de guerra - como, por exemplo, aquando da primeira Guerra do Golfo - e ruídos diversos, como o som de helicópteros ou de metralhadoras», é referido num texto sobre o trabalho, que foi divulgado num painel subordinado ao tema «Stress Pós- traumático - Dados da Investigação Portuguesa».
As alterações do sono são os sintomas mais frequentes do stress pós-traumático, causado por factores como ferimentos, morte de camaradas, emboscadas, privação de necessidades básicas e vivência de uma situação de prisioneiro de guerra.
O estudo abrangeu um total de 206 ex-combatentes, com idades compreendidas entre os 55 e os 59 anos, e teve por base a análise das consultas de peritagem médico-legal entre Novembro de 2002 e Julho de 2005.
Um outro estudo, apresentado por João Monteiro Ferreira, analisou uma amostra de 91 veteranos de guerra e de 58 mulheres de alguns deles.
Deste grupo, com elementos pertencentes a tropas especiais que efectuaram serviço em África, 66% revelaram sintomas de stress pós-traumático, enquanto 78% das mulheres «são portadoras de condições de stress pós-traumático secundário». in http / palavras-ao-acaso.blogspot.pt
Muitos valdantanos ex-combatentes podem sofrer deste stress e é por isso que chamo a vossa atenção para este grave problema de saúde que o nosso governo teima em desprezar não dando qualquer tipo de apoio. Muitos dos militares ficam doentes e muitas vezes morrem sem saber o que realmente os afectou. Mais grave ainda, ficou demonstrado em estudos recentes que este distúrbio se pode reflectir nos familiares dos militares e prolongar-se por várias gerações.

in Vale da Anta - Blog

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

BCAC2877 - ao correr da pena

Hoje trago aqui ao blog uma situação que se passava no nosso tempo da guerra de África.
Tem a ver, não só com o período máximo de serviço militar obrigatório e a sua diferença entre aqueles que eram alistados ou recrutados nos antigos territórios africanos em comparação com os que eram recrutados na Metrópole, no Puto, como por lá de dizia do então Portugal.
Pois bem, que iniciava o serviço militar em Angola, tinha 2 anos, digo bem dois anos de serviço militar obrigatório.
Esses dois anos, comportavam as passagens pelos tempos de recruta e de especialidade, numa primeira fase, com cerca de um ano, mas não em zona operacional.
A segunda fase era passada no "mato", em zona operacional.
Ora aqui estava a grande diferença.
No caso, aos angolanos, passavam dois anos na tropa. Os metropolitanos, passavam, no minimo, 3 anos de serviço militar. Um ano no Puto, ou próximo disso, em casos especiais, em especial para as praças e os outros dois anos por aquelas terras.
Para os graduados, no minimo um ano por cá. Por lá, "até ao meu regresso", que nunca era antes dos 24 meses
Que diferença.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mais um comentário - Joao Rego - Lufico

Via Email, tomo a liberdade de publicar esta Msg do nosso antigo companheiro do Lufico.
Aqui fica, sem mais comentários.
" Olá Brás,
Acabo de ler o teu desabafo originado num comentário em que se reclama a abordagem de diversa temática.
Pois bem, acho que temos que aguardar que o nosso companheiro autor do comentário apresente um escrito (ou vários) sobre o que a sua inclinação indicar. Só teriámos que ganhar com isso. O blog só pode ser o que nós quisermos que ele seja, através das nossa contribuições.
Quero lembrar a quem visita o blog que era natural que nas vésperas da confraternização todas as notas deixadas por ti fossem directamente relacionadas com o evento. Rebobinando a "cassette", veremos que nos foi relatado uma que outra interessante nota sobre outros assuntos que não a "carne". (A visita ao Américo...por exemplo)
De qualquer maneira, um espírito bem alimentado terá melhor disposição para actuar. Não sei se o latim está correcto mas "primum vivere deinde philosofare". (O capelão Manuel que me corrija). E conheço algumas tertúlias literárias que produzem muito à volta de uma boa mesa.
Brás, não desanimes, vais ver que vão aparecer abordagens diversas. E tu... mantém-te ao leme.
Bem hajas e um abraço do
João Rego (Lufico) "
Sobre a minha colaboração com o Blog, para alem de "me ter enfiado neste poço sem fundo", mas com muito gosto.
Pela experiência pessoal e profissional, tenho a noção de que a grande maioria da "gente" do nosso escalão etário, não só não tem acesso à Internet, como tambèm, não tem "jeito e não o procuram ter", para estas coisas.
Não foi o meu caso. por razões várias, mas tambem por motivos profissionais e acima de tudo por "carolice".
Assim, aqui estou, com a disponibiliade possível, dando o meu modesto contributo nesta "coisa", que em segundos dá a volta ao mundo, passando tão rápidamente de um polo ao outro, como aos antípodas.
Temos vivido momentos gratos de contactos de muita gente, quer via Email, quer via telefone, procurande informações sobre isto ou aquilo. Alguns desses contactos, temos feito a sua publicação por achar-mos que o devemos fazer.
Aqui nas minhas palavras não fica nenhum ressentimento sobre este ou aquele comentário, antes pelo contrário, fica sim um espevitar de consciências no sentido de que, qualquer que seja o comentario, bem ou mal escrito, com lógica ou sem ela, será sempre publicado, desde que não seja uma afronta à dignidade e à consciência de quem quer que seja.
Já há uns tempos tinhamos lançado o mesmo desafio, para que de vez em quando alguem escreve-se uns pequenos artigos sobre aquelas situações ou peripécias que no nosso dia a dia em Africa, sempre foram acontecendo e que hoje, na distância de tantos anos passados, a sua recordação, alimenta a nossa memória.
Nos últimos tempos, a minha disponibilidade fisica e mental não tem sido a melhor, razão primeira porque não tenho dado um ar da minha graça nesta actividade "literária", á boa medida da literatura de cordel, comparável aquele estilo medieval.
Apesar de tudo, sempre vou produzindo estes "pedaços de literatura ao correr da pena".
Bem hajam afinal os que nos vão visitando e lendo.
Os que criticam e dão opiniões, demonstram que estão ao corrente do que se passa no Blog, mas, pena é, que a sua participação não seja activa.
O repto continua.
Escrevam, critiquem, mandem fotos, mantenham esta chama viva de estar e continuar a estar presente no dia a dia, revivendo, acima de tudo os "bons" momentos que por obrigação, nos propiciaram, por aquela guerra de África"

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Comentário aos comentaristas

Hoje vou fazer uma pequena crónica, uma critica, assim como que uma troca de apupos.
Sei que nos ultimos tempos, após a organização do almoço, fiquei assim como de papo para o ar, à sombra da bananeira, sem grandes preocupações ou profundos pensamentos.
A confraternização correu bem, o "petisco" não terá sido mau e a rapaziada da nossa idade, todos velhos companheiros e respectivos familiares, terão ficado satisfeitos.
Pois bem, eis que então, um ilustre companheiro nosso veio à luta com um comentário crítico sobre o essencial dos temas do Blog - comida para o corpo, pouca comida para o espírito.
Eu, na verdade não estando muito voltdo para os grandes dotes filosóficos, sempre vou aqui e ali, dando umas alfinetadas no marasmo dos comentários que são feitos, mas, especialmente, naqueles que não são.
Ora aqui estou eu, chegando ao fundo da questão.
Pois então, nem o nosso amigo, comentador crítico, nos manda uma peça, de poucas linhas que seja, para publicar, mesmo depois do répto que foi lançado, nem um qualquer outro companheiro toma essa inicitiva.
Até à próxima mensagem.
Bem hajam os que afinal sempre nos vão visitando e lendo